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 28/05/2017

História

A cidade de Badajoz pode considerar-se de fundação muçulmana, apesar de que as escavações realizadas na Alcazaba demonstram que já em época pré-histórica, no calcolítico concretamente, existiu um considerável núcleo de população. Esta população perdura em época protohistórica, mas não parece que existisse núcleo urbano durante o domínio romano da península, mas sim abundantes "vilas" nas suas proximidades.

Também não ficou nenhuma edificação visigoda, mas sabemos que deveu ter certa importância este momento histórico a julgar pela quantidade de restos achados como pilastras de mármore, capitéis, etc…

Com os muçulmanos, a cidade adquire notável importância, sendo por duas vezes capital do reino independente: a primeira vez em tempo do Vali Ibn Marwan (868) quem construiu as primeiras muralhas de adube e tapume no 878 e posteriormente ao formasse os reino de taifas e derrubar-se o califado cordobés nos primeiros anos do século XI.

A cidade foi reconquistada em 1230 por Alfonso IX de León continuando a vida dentro do recinto da Alcazaba mesmo que, pouco a pouco, se estenderam as construções fora das muralhas.

Linha de tempo

  • Pré-história

    As condições e características de la Veja del Guadiana, onde hoje se assenta a cidade, junto com as formas de vida do homem pré-histórico e os restos encontrados e expostos no Museu Arqueológico Provincial, permitem supor a presença de grupos humanos na era paleolítica inferior, há aproximadamente meio milhão de anos.

  • 138-25 A.C.

    Das 18 cidades romanas correspondentes ao território extremenho nos anos indicados, não existe nenhuma colônia ou povoado que tenha sido construída em Badajoz.

    A denominada Bathalius não passa de uma hipótese que carece de documentos e descobrimentos arqueológicos que a apóiem. Enquanto que a Pax Augusta se corresponde, segundo os mais recentes estudos, com a cidade portuguesa de Beja. Não há nenhuma prova que respalde a origem romana de Badajoz. Não há nenhum vestígio que permita descrever o inicio da historia da cidade entre os séculos II e I a.c nem com a chegada dos Godos no século V d.c, apenas está documentada a ocupação do território por povoadores diversos e dispersos pelo perímetro atual, em assentamentos rurais chamados de Villaes.

  • Século V ao VIII

    Assim mesmo, não é clara a ocupação visigoda para a cidade de Badajoz. Entretanto, são numerosos os restos arqueológicos encontrados, demonstrando assim a existência de povoadores muito activos e em permanente desenvolvimento, como artesãos e edificadores, de acordo com as provas que se apresentam nas pilastras, frisos, capitéis e outros elementos encontrados. Existem investigadores que atribuem esta zona a Hermenegildo, Benedictus (o ultimo bispo godo de Badajoz) e a Don Rodrigo. Depois de sua fundação na época árabe, a Diocese Pacense, já conhecida no tempo dos visigodo, deixa Beja situar-se definitivamente em Badajoz.

  • 875

    Abd al-Rahman Ibn Muhammad Ibn Marwan Ibn Yunus al-Yilliqi al-Maridi funda a cidade de Badajoz. Durante os quase quatrocentos anos seguintes ela será muçulmana. Renegado, audaz, rebelde, guerreiro e personagem legendário, era um muladí espanhol procedente dos reinos cristãos, Ibn Marwan fazia alianças segundo a conveniência de cada momento em sua trajetória vital. Desterrado de Mérida e pouco querido em Córdoba, faz de Badajoz seu refugio e fortaleza. Não há duvidas de que é uma das figuras mais sobressalentes da historia local. Suas façanhas, vitórias e derrotas entraram por direito na rica antologia de lendas de Badajoz. 

  • 1022

    Em 9 de novembro de 1022 morreu Sapur, um antigo escravo sábio e afamado de origem persa, valente soldado, ótimo gestor e protetor das artes e das letras. Governou Badajoz desde 976, segundo a autoridade de Córdoba, porém, na pratica, governante independente, especialmente entre 1016 e 1022, quando as relações com esta cidade estavam cortadas. O Reino de Badajoz se consolidou como um dos mais poderosos do território mulçumano na Península. Com quase cem mil quilômetros, fazia fronteira com Galicia, León, Sevilla, Sierra Morena, Algarve e com o Atlântico. 

  • 1095

    Fim da dinastia aftasí. Prestes a morrer, Sapur deixou seus filhos aos cuidados de seu amigo Ibn Al-Aftas, o qual não demorou a trair a confiança de seu amigo proclamando-se rei de uma cidade que se fortificou notavelmente e que obteve as mais altas glórias.  

  • 1095 - 1148

    Domínio almorávide, um período de transição entre duas etapas brilhantes: Sapur e os aftasí, e os almoades. Destacou-se por seu fanatismo, sua intolerância religiosa e sua rude vida militar como protagonista.

  • 1230

    Alfonso IX de León conquista Badajoz para a causa cristã. A tradição situa o acontecimento de 19 de março, festividade de San José, declarando o registro da cidade e construindo a primeira ermida cristã. Antes desta data, a etapa almoade (1148-1212) e o assedio árabe previu a chegada dos leoneses, o que significou duras batalhas e feitos históricos como alianças cristino-mulçumanas frente ao inimigo comum português, que atacou Badajoz em 1161, 1165, 1168 y 1170, contando com o chamado Cid Português, o legendário Giraldo Sempavore.

  • 1252

    Durante o reinado de Alfonso X (1252-1284), Badajoz recebeu o titulo de Muy Noble y Muy Leal Ciudad, e, em agradecimento a lealdade manifestada pela população ao Rei, que, ao ser proclamado, a visitou. Ele reforçou e vitalizou sua andadura defendendo a cidade em numerosas negociações ante o temor de ser arrasada pelos portugueses e a defendeu em numerosas negociações. Alfonso X foi também o impulsor da Catedral de Badajoz. 

  • 1370

    A cidade esta atravessando a etapa mais critica da sua historia: Badajoz esta destruída e despovoada, com edifícios arrasados e em ruínas, além de ter seu castelo abandonado. Após a pujança por causa da Reconquista, Badajoz enfrentou dificuldades e crises que se prolongaram ate o século XV. As guerras com Portugal, a matança de portugueses e berjanos, as epidemias e outros desastres, ainda assim, não impediram que a cidade seguisse adiante. 

  • 1383

    Portugal e Castilla prosseguiram com sua particular e comum historia bélica. O Rei castellano Juan I, já viúvo, busca a paz com um novo casamento. A escolhida foi a Infanta Dona Beatriz, filha do monarca português Fernando I. O Casamento foi celebrado em 1 de maioe, tanto Badajoz como Elvas, arruinadas em todos os sentidos pela guerra, celebraram com grandes festejos. A curiosidade consistiu na visita do Rei de Amerina, León V.

  • 1485

    O bispo Fray Pedro de Silva funda o primeiro hospital de Badajoz que sob a tutela da nossa Senhora de la Piedad. Ali atenderiam aos pobres, aos caminhantes estrangeiros, ao corpo de justiçados, aos cativos e aos doentes, especialmente as vitimas das numerosas epidemias de peste negra, sendo a primeira em 1506 e a pior delas em 1599. O antigo hospital de San Sebastián se fundou em 1694.

  • 1510

    Entre 1510 e 1520 nasce um dos personagens mais ilustres e universais de Badajoz: Luis de Morais. Casou-se em 1550 com Leonor de Chaves e com ela teve cinco filhos. Provavelmente foi o pintor que melhor refletiu o sentimento da Espanha renascentista.  Outros nomes importantes da época foram Diego Sánchez de Badajoz, Rodrigo Dosma, Juan Vázquez, Pedro de Alvarado, entre outros.  

  • 1580

    Cuatro años después de la populosa visita a Badajoz del rey Don Sebastián de Portugal, y tras su muerte, Felipe II hace valer su derecho a la corona lusitana, llegando a la capital badajocense el 21 de Mayo de ese año, acompañado por la reina Ana de Austria, su cuarta y última esposa, entre otras personalidades. Sería el 12 de Septiembre cuando fuera proclamado Rey de Portugal, país que permanecería en la corona de España hasta 1668.

  • 1705

    Do dia 12 ao 16 de outubro de 1705, as tropas anglo-portuguesa submeteram Badajoz a um ataque devastador: mais de dez mil balas de canhões, mais de seiscentas bombas e granadas reais de morteiro, a maioria das casas destruídas, danos na Catedral, igrejas e conventos, etc. Felipe V outorgou aos que dirigiram as heróicas milícias urbanas graus militares e eximiu a população de pagar os tributos durante o período que durou a guerra. 

  • 1729

    No mês de janeiro contraíram matrimonio em Badajoz o filho de Felipe V, e futuro Rei, Fernando VI com a Infanta de Portugal Bárbara de Braganza, filha de Juan V. Ao mesmo tempo também se casaram o irmão de Bárbara e príncipe do Brasil José de Braganza com a Infanta espanhola Maria Ana Victoria.  

  • 1767

    Nascimento do outro pacense universal junto com Luis de Morales, Manuel Godoy Álvarez de Faria Ríos y Sánchez Zarzosa denominado príncipe da paz, o qual, durante quase quinze anos, regeu o destino de Espanha com poder absoluto. Protegido de Carlos IV governou uma Espanha difícil em uma época complicada que exigia equilíbrios quase impossíveis. Entre outras atuações, a ele cabe a glória de haver reinstaurado o território nacional, com exceção de Gibraltar, mas com a incorporação de Olivenza. No Motim de Arajuez (1807) se extinguiu o fogo de gloria e esplendor. Morreu em 1851. 

  • 1811

    Os Franceses entram em Badajoz em 11 de março de 1811, rendendo as armas de mais de sete mil homens. Era a primeira vez em mais de quatro séculos, desde 1386 quando passou a domínio português, que a cidade caía em poder dos inimigos, a pesar dos vinte assaltos sofridos desde então.  

  • 1883

    De caráter estritamente militar e em meio de um clima de confusão e urgência, uns punhados de ingênuos se sublevam no dia 5 de agosto e proclamam em Badajoz uma republica que nasceu com um pequeno problema que em nenhum outro lugar da Espanha havia acontecido: seus protagonistas tiveram que fugir a Portugal.   

Câmara Municipal de Badajoz
Plaza de España, 1 - 06002 Badajoz (Espanha)
Telf. (+34) 924 21 00 00
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